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Veja dicas para começar a usar brinquedos eróticos de estimulação anal

Sim, existem "toys" voltados só para o prazer anal e, segundo especialistas, eles podem ser interessantes tanto para homens quanto para mulheres

Por Priscila Belmont

03/12/2017 às 08h05 • atualizado em 02/12/2017 às 12h11

Hoje, há uma infinidade de brinquedos eróticos voltados para o prazer anal, como vários tipos de plugs e vibradores

Apesar de qualquer prática sexual que envolva o ânus seja algo considerado tabu pela sociedade, a estimulação anal é, sim, prazerosa, e há uma explicação biológica para que isso aconteça. De acordo com a sexóloga Priscila Junqueira, essa região é cheinha de terminações nervosas assim como outras zonas erógenas (como os mamilos, o pênis e o clitóris), o que a torna mais sensível ao toque do que outras partes do corpo. Para o homem, ainda há um algo a mais: a próstata, região conhecida como o ponto G masculino. E mesmo que você não seja uma pessoa adepta ao sexo anal, ainda é possível estimular a área utilizando brinquedos eróticos .

Apesar de vibradores convencionais serem a categoria mais popular entre os brinquedos eróticos , eles não são os únicos. Existe uma infinidade de “sex toys” voltados para partes diferentes do corpo e com funcionalidades diversas, inclusive aqueles com características ideais para estimulação anal. Porém, da mesma forma que ocorre com o sexo anal e o uso de brinquedos sexuais vaginais, essa prática exige alguns cuidados. Confira tudo o que você precisa saber sobre usar plugs, vibradores e brinquedos anais:

1. Quero começar, e agora?

Se você tem vontade de experimentar o prazer anal com acessórios, não há problema algum, mas não pense que é só comprar o mais interessante que encontrar e sair utilizando; de acordo com a sexóloga, o ideal é iniciar a prática com os dedos. Levando em conta que há algumas partes da musculatura anal sobre a qual não temos controle, a dica é inserir um dedo aos poucos e deixá-lo imóvel para que ela “se acostume” com a sensação de ter algo ali.

Aos poucos, a ideia é introduzir outro dedo e, eventualmente, movimentá-los. Quando a região estiver suficientemente relaxada, aí é que entram os brinquedos eróticos. Priscila indica começar por aqueles mais simples, como os plugs – que têm o formato parecido com o de uma gota d’água achatada – e acessórios menores, e só então partir para os vibradores.

2. A preparação não é só na primeira vez

Sabe aquela história de que estimulação anal “alarga” a região? Pois saiba que ela não passa de um mito. Assim como acontece com a vagina, o ânus não ganha um tamanho diferente após o uso de um brinquedo erótico ou do sexo anal, ele apenas se acostuma com a sensação de ter algo ali. Sendo assim, sempre que for rolar alguma “brincadeira” na região, o ideal é ir devagar como se fosse a primeira vez.

3. Nem “só para homem”, nem “só para mulher”

Apesar de alguns brinquedos eróticos terem um formato que favorece a estimulação da próstata ou que alcancem o clitóris, Alessandra Seitz – diretora comercial da INTT Cosméticos – acredita que não é preciso restringir os acessórios a categorias de gênero. “Os ‘toys’ são feitos para o ser humano e não para o gênero.

Nada impede que uma mulher utilize um vibrador com massageador de próstata, por exemplo, até porque isso irá oferecer um prazer infinito para ela. Isso depende muito da escolha e do gosto de cada um”, afirma.

4. Peça ajuda

De acordo com Alessandra, há “sex toys” para estimulação anal de todas as formas e tamanhos possíveis e, na hora de escolher um, tudo depende dos gostos e das experiências que a pessoa tem. Sendo assim, não há problema algum em pedir ajuda dos vendedores da sex shop na hora de escolher o mais apropriado. “O consultor pode perguntar se a pessoa já fez anal, se ela já usou um vibrador antes, se é iniciante, etc. Se a pessoa nunca teve experiência com o sexo anal, a indicação é um ‘toy’ menor, com menos intensidade de vibração e assim por diante”, explica ela.

A dica aqui é ter em mente que responder a possíveis perguntas dos vendedores é importante e que eles não estão lá para julgar. Segundo Alessandra, esses funcionários são treinados para agir de forma a deixar os clientes confortáveis, então não há problema algum em pedir ajuda se houver alguma dúvida.

5. Lubrificante é essencial

Esta dica, na verdade, é uma regra (que você deve inclusive imprimir e colar na parede): toda e qualquer prática anal requer o uso de um lubrificante. Ao contrário da vagina – que possui glândulas voltadas para a lubrificação que entram em ação quando a mulher está excitada –, a região anal não se lubrifica sozinha, e inserir um brinquedo erótico ali “a seco” pode ser doloroso e gerar até micro feridas na área.

Sendo assim, tanto Priscila quanto Alessandra sugerem adquirir um lubrificante à base de água junto com o acessório e utilizá-lo de forma generosa. Ah, e não se esqueça: não é só porque a substância é escorregadia que funciona como lubrificante íntimo (ou seja, mantenha-se longe de cremes corporais, condicionador de cabelos, manteiga e qualquer outro líquido que pareça adequado – porque, não, ele não é).

6. Esqueça os anestésicos

Se você eventualmente topar com um produto que promete acabar com a dor durante a estimulação anal, passe longe dele. Em primeiro lugar, se a prática sexual (seja ela qual for) estiver causando dor, é necessário parar e investigar as possíveis causas. Ter certo desconforto na região durante as primeiras experiências é comum por ser algo novo, mas o lubrificante deve fazer um bom trabalho em facilitar a situação.

Em segundo lugar, substâncias anestésicas podem, sim, mascarar a dor, mas isso significa que a pessoa pode não sentir quando se machucar de forma séria, o que é bem perigoso. Além disso, ao aliviar a dor, ela também pode acabar inibindo a sensação de prazer causada pela estimulação.

7. Cuidado na hora de compartilhar

Não há problema algum em compartilhar os brinquedos eróticos com o parceiro ou com a parceira, mas, se esse for o caso, o ideal é utilizar uma camisinha e trocá-la sempre que a outra pessoa for fazer uso do acessório (não esquecendo de higienizá-lo da forma correta entre os usos). O mesmo deve ser feito se a ideia é usar em orifícios diferentes; é possível que o ânus tenha bactérias que não devem, de forma alguma, entrar em contato com a vagina. Camisinha neles!

Delas – iG

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